O DESAPEGO NOS RELACIONAMENTOS

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PramaShanti
23 DE MARÇO DE 2015

Muitos interesses atuam no sentido de deturpar os conceitos que podem levar o homem ao caminho verdadeiro e a sua completa liberdade, e o desapego também não escapou disto.

O desapego nos relacionamentos vem sendo banalizado e divulgado como simples sexo livre.

Desapego não é falta de interesse nem falta de amor, mas apenas independência.

Imagine que você ganhe um carro maravilhoso, confortável e com tudo que poderia imaginar. Certamente terá muito prazer em dirigi-lo. Não há nenhum problema nisto, estamos aqui para ser felizes.

Mas se depois desfazer-se deste carro se tornar um problema, significa que você passou a depender dele. Aquele prazer que antes você não conhecia e não lhe fazia falta agora se tornou essencial para você. Você ficou viciado naquele prazer, apegou-se e depende dele. Esta é a fonte de todo o sofrimento. Você pode usar, mas não precisa ter, deve se manter livre e independente, ou todo prazer vai reverter em sofrimento.

Todo apego gera sofrimento.

No amor e nos relacionamentos pessoais vale a mesma regra. Você só estará pronto para amar verdadeiramente quando estiver bem sozinho, quando se bastar e não depender dos outros. Deve ser muito bom estar com a pessoa que ama, mas também deve ser muito bom estar sem ela. Seu amor não pode ser uma muleta.

“Quem não é um bom impar, jamais será um bom par.”

Você também precisa entender que tudo que faz é por si mesmo, e não pelos outros, não deve esperar contrapartida.

Se quiseres preparar um café da manhã para a pessoa que ama, e surpreendê-la, faça-o e mergulhe todo seu ser nesta tarefa, absorva o prazer de cada instante, de cada detalhe da preparação. Entregue ao seu amor e curta cada detalhe, cada expressão do seu rosto, absorva aquilo e sinta todo o prazer que você merece. Depois, sinta-se satisfeito, compreenda que foi bom para você e que o outro não precisa retribuir. Não espere que lhe façam o café da manhã no dia seguinte. Se você não quiser repetir mais isso, não repita, mas também não cobre nada do seu amor. Você simplesmente fez o que queria e lhe deu prazer. Isto basta, acabou, não espera nada em troca. Você fez porque quis e foi bom para você ! Só isso ! Acabou !

Este é o amor incondicional, que não espera nada em troca, que não se apega porque respeita a liberdade do outro. Que ama a essência do outro e todas as suas formas de manifestação. Onde suprimir uma destas formas de manifestação é macular este amor, é destruir o que você ama.

Amar verdadeiramente é amar o outro em liberdade e não em uma gaiola.

Os que não entendem estes conceitos vão confundir isto com falta de interesse, porque só sabem viver no apego. Se apegam e se viciam em tudo que gostam e não conseguem entender como alguém pode gostar e não sofrer com uma perda.

Você deve amar ao outro como ser livre, sem posse e sem dependência. A sensação de posse vem da sua dependência, do medo de perder. Você não é livre porque depende e quer tirar a liberdade do outro para não perdê-lo.

Dependência não é amor, quem depende apenas usufrui. É apenas um vampiro. E dois vampiros formam apenas uma simbiose, mas nunca serão dois amantes.

“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”
Dalai Lama

Não há nada mais belo do que dois seres livres permanecerem juntos ligados pelo amor incondicional. Este é o verdadeiro amor, fiel pela sua natureza, que é a própria liberdade.

através de Prama Shanti

NÃO TENHA MEDO DOS DEMÔNIOS QUE HABITAM VOCÊ!

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PUBLICADO EM RECORTES POR PRESCILA RIZZARDI

Depois de muito tempo tentando dar nome a uma tristeza contínua finalmente o ato de ir atrás de ajuda, foi o primeiro passo para a cura. É comum as pessoas associarem tristeza a depressão, deixo claro que é normal estar triste, todos temos esse direito, porém quando essa tristeza se perpetua por anos a fio, fica claro que algo está errado então, sim eu tenho depressão crônica.

Escrevo esse texto com o intuito de estimular mais pessoas a procurarem ajuda, por que esse estado faz mal não só a você como a todos que te cercam. Hoje depois de iniciar meu tratamento vejo o quanto me fiz mal, me isolando, fingindo estar bem comigo mesma, mascarando com outras síndromes o que até não sabia nomear, passei por diversas síndromes de consumidora compulsiva, buscando um prazer imediato ao comprar ou virando uma obsessiva pelo trabalho, tudo isso era uma forma de desviar o foco para o problema real… Incrível o fato de às vezes ser necessário um diagnóstico profissional para se tomar consciência de algo que te assola há anos, se por um acaso você está lendo esse texto e notar alguma semelhança, espero sinceramente que lhe ajude a tomar a decisão de procurar uma cura. Antes de iniciar a história do fato que culminou na minha procura por ajuda profissional, preciso voltar anos atrás, diferente de uma depressão comum, uma depressão crônica é algo que se perpetua por anos, não existe um fato culminante, ela simplesmente sempre esteve lá.

Nunca fui o tipo de criança que buscava interação social, sempre procurei um isolamento, como forma de proteção, na adolescência as pessoas só eram permitidas ir até certo ponto, e assim continuou na vida adulta, até que essa tristeza sem fim, esse abatimento constante, essa aparente falta de vontade, nada mais era que uma doença que estava tendo seus sintomas agravados, tiveram sim responsáveis por esse agravamento, problemas de saúde com familiares, insatisfação no trabalho, amizades desfeitas, e afins… Até que a depressão ganhou força e veio destruindo tudo pela frente.

Sempre achei incômoda as perguntas as quais me faziam como “por que você não se anima com nada?”, “quando sorri parece que não tem vontade”, como se fizesse por obrigação, porém nenhuma das pessoas que apontavam a minha apatia jamais tentou ajudar, saber qual o motivo real, não as culpo, porém julgar sempre é mais fácil que dar a mão quando mais se precisa, não é todo ser humano que é capaz de fazer isso.

Mas depois de algumas crises, instabilidade de humor e total confusão mental chega o ponto onde tudo desmorona e foi aí que minha cura começou, quando aceitei que tinha um problema e fui atrás de ajuda, dar nome ao que se tem é de crucial importância, não tenho vergonha e nem vou esconder minha doença de ninguém, não preciso ser forte o tempo todo, isso foi uma das lições que a minha tão querida e importante psicóloga me passou. Meu tratamento está apenas no começo, porém só o fato de começar a fazer as mudanças necessárias já me deixa melhor.

Estou quebrando minha rotina, saindo da zona de conforto ou zona segura como costumo pensar, fazendo pequenas viagens as quais sempre tive vontade de fazer, porém a apatia nunca me deixava ir além, praticando um novo exercício pelo menos 3 vêzes por semana, afinal se você não sabe quem possui depressão crônica tem uma séria deficiência de serotonina e como vem em baixa produção a anos, alguma medicação para repor e muitas atividades que estimulem a produção da mesma são essenciais para a tão esperada cura. É só o começo dessa caminhada de alguns meses, mas posso dizem que já sinto melhoras, finalmente estou entendendo e aceitando meus pensamentos, é como uma reprogramação, esse texto só tem o intuito de dar a você leitor a chance de também se reconhecer através das minhas experiências e ir procurar ajuda.

“Não tenha medo de enfrentar os demônios que habitam o seu interior, a única forma de superar é encarando o problema de frente.”

SAINDO DA MALHA DA ILUSÃO DE AMOR COM O PREDADOR EMOCIONAL

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Uma das coisas que mais confundem as vítimas de predadores emocionais é que a vivência com eles, logo de início, sempre é altamente satisfatória em todos os níveis que se possa imaginar.

O problema começa quando o mau humor e as desqualificações, por parte do parceiro, gradativamente começam a se infiltrar na relação. A partir daí, o que antes era bom, drasticamente começa a ficar péssimo. São situações inusitadas que literalmente costumam tirar o chão das vítimas, como se algo fosse rasgando e sangrando profundamente no coração, dia após dia…
E o pior, o que inúmeras vezes ouvi de pacientes, ainda quando não estavam totalmente esclarecidas, é que se antes era tão bom e se os parceiros repentinamente mudaram, certamente seria porque elas deviam ter feito algo de muito ruim, a ponto dos mesmos ficarem tão irritados.

Ainda complementando a visão distorcida e dramática da situação, “entendiam” que os parceiros no fundo deveriam ser pessoas maravilhosas, pois após elas se submeterem a eles, mesmo que as questões que os tiraram do sério não fizessem sentido algum, eles ficavam novamente carinhosos e “legais”! Mas só até o próximo ataque, num novo momento de ira, por terem feito algo supostamente errado que de novo os tirarão do sério…
Infelizmente, a essa altura já se encontrarão presas numa teia em que o principal prato é a falência perceptiva. Um processo violento de perda de si mesmas, de perda de identidade, portanto, de suas almas.

No decorrer do tratamento terapêutico, mesmo após o rompimento afetivo, muitas percebem que apenas através do não contato total é que conseguirão a recuperação completa de suas energias, autoestima e resgate de si mesmas. Para estas, toda forma de contato deve ser altamente bloqueada e, acreditem ou não, até em pensamento… vai requerer imunização. Interferências dessa ordem também são a porta aberta de acesso predatório.
Se acaso pensarem ou se lembrarem de qualquer coisa que tenha alguma relação ou sentirem algum tipo de mal-estar, a dica é se protegerem mudando de assunto interno. Criarem ou se lembrarem de algo muito bom, permanecendo mentalmente nisso, ou seja, em seus projetos criativos de vida.

No mundo exterior, de imediato, é preciso fazer algo que promova prazer.
E pensar no passado, nas coisas boas, para não decaírem e continuarem no processo de ficar super bem; imediatamente, ativem as lembranças das mentiras e das “sacanagens”!
Pensem e dinamizem aquela vida legal e saudável que todos nós merecemos.
Lembre-se de que a porta sempre esteve aberta; tratava-se só de inserção de medo e de trapaça emocional e que destas você já se libertou para sempre!
Para exatamente nunca mais entrar em estórias deste tipo.

Obs.: Fica declarado que, embora este artigo tenha sido escrito na versão feminina, que homens são igualmente passíveis de caírem em roubadas emocionais e predatórias desta ordem.

por Silvia Malamud
Email: malamud.silvia@gmail.com

SUA ZONA DE CONFORTO ESTÁ SEGURANDO VOCÊ!

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Por: Panache Desai

Todos nós temos a nossa zona de conforto. Seja em relacionamentos, empregos, amizades ou apenas a vida cotidiana, todos nós temos aquele lugar que sentimos que podemos navegar com confiança. Criamos este casulo de segurança em torno de nós para nos proteger de nossos desconfortos percebidos – experiências passadas, as feridas do passado, decepções passadas. Pode não ser o melhor lugar para o nosso crescimento ou até mesmo a felicidade, mas sabemos que neste território não há surpresas. Na zona de conforto, podemos permanecer ociosos e imutáveis. É tudo sobre nós e a ilusão de sentir-se seguro.

Mas em algum momento, sua vida precisa se transformar em algo mais do que você. Ela precisa se ​​tornar mais do que a sua história, o que aconteceu, o que poderia ter acontecido ou deveria ter acontecido. Chegará um momento em que você tem que amar a si mesmo o suficiente para tornar a sua vida em algo mais do que apenas você. Se não, a sua brilhante, luminosa vida, vai infelizmente, para o lixo.

Para alguns, a zona de conforto é o medo, a falta e escassez. Para outros, é manter o status quo ou não arriscar nada por medo do fracasso. Mas você nasceu para viver uma vida maior do que apenas seguir a norma ou trancar-se em um container emocional. Se você está lutando, sobrevivendo ou prosperando, há sempre mais. Esse é o princípio universal de abundância e é o que você nasceu para viver e demonstrar todos os dias de sua vida.

Uma maneira de começar a se mover para algo mais é se concentrar em suas bênçãos. Não importa onde você está na vida ou como as coisas possam parecer sombrias, se concentre no que é edificante. Seja grato por tudo o que é maravilhoso – toda a bondade e até mesmo os conflitos que te trouxeram a este ponto em sua vida. Quando você puder vibrar no nível de gratidão e estiver conectado a uma maior frequência de espírito e potencial, sua capacidade de receber mais é poderosamente inflamada.

Ascender para uma forma mais ampliada de vida não é um esporte para espectadores. A participação é obrigatória. Não seja vítima do que estiver experimentando. Tome medidas e ações que autenticamente o movem para um caminho produtivo para que possa estar em harmonia e alinhamento com o seu potencial ilimitado e receber tudo o que o universo tem reservado para você. Você tem que estar totalmente disponível e presente por tudo o que está se desenrolando e isto significa viver fora da sua zona de conforto – viver no desconhecido e não ter medo ou indiferença ao verdadeiro poder da possibilidade.

Você está à beira de algo maior. Comece de novo. Tenha a coragem de romper com o confortável casulo e dê esse passo na vida que você nasceu para viver. Caminhe com confiança em direção ao desconhecido, porque onde a sua zona de conforto acaba, a sua vida abundante começa.

Fonte: panachedesai.com
Via: Despertando Deuses

FILHO, MAMÃE É GORDA

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por Valentine Kasin
12 de setembro de 2014

Há alguns dias, estava naquele ‘bad hair day’, me sentindo feia, horrorosa. Decidi que não levaria meu filho à escola, como sempre faço. Era a depressão pós-parto pegando no meu ponto mais fraco: a baixa auto-estima.

– Filho, hoje a mamãe está feia, com o cabelo horrível, gorda, e não vou te levar. O papai vai fazer isso, tudo bem?

Com uma carinha de triste, ele foi. À tarde, a professora me ligou perguntando se havia acontecido alguma coisa:

– Sabe o que é, Val, é que o Caio chegou aqui dizendo que te acha linda, que seu cabelo é lindo, mas você não quis trazê-lo.

Nem preciso dizer que chorei a tarde toda.

O texto que vou compartilhar a seguir é da Kasey Edwards, uma escritora australiana. Ele fala sobre a conturbada relação da mãe dela com seu próprio corpo e o impacto que isso teve na vida da Kasey. Muitas vezes não nos damos conta que tipo de mensagem incutimos na cabeça em formação dos nossos filhos, quando nos depreciamos e mal dizemos nossos corpos perante eles.

“Querida mamãe,

Eu tinha sete anos quando descobri que você era gorda, feia e horrível. Até aquele momento eu acreditava que você era linda – em todos os sentidos da palavra. Lembro-me de folhear álbuns de fotos antigas e olhar suas fotos em pé no convés de um barco. Seu maiô branco sem alças parecia tão fascinante, assim como uma estrela de cinema. Sempre que eu tinha a chance, eu pegava aquele maravilhoso maiô branco escondido em sua gaveta e imaginava quando eu seria grande o suficiente para usá-lo; quando eu seria como você.

Mas tudo isso mudou quando, uma noite, estávamos vestidos para uma festa e você me disse: ‘Olhe para você, tão magra, bonita e encantadora. E olhe para mim, gorda, feia e horrível.’

No começo, eu não entendi o que você quis dizer.

”Você não está gorda”, eu disse com sinceridade e inocência, e você respondeu: ‘Sim, eu sou, querida. Eu sempre fui gorda; desde criança.”.

Nos dias que se seguiram eu tive algumas revelações dolorosas que moldaram a minha vida inteira. Eu aprendi que:

1) Você deve ser gorda, porque as mães não mentem. 
2) Ser gordo é feio e horrível. 
3) Quando eu crescer, eu vou me parecer com você e, portanto, eu vou ser gorda, feia e horrível também.

Anos mais tarde, lembrei-me dessa conversa e as centenas que se seguiram e amaldiçoei-me por me sentir tão pouco atraente, insegura e indigna. Porque, como o meu primeiro e mais influente modelo, você me ensinou a acreditar que a mesma coisa sobre mim mesma.

Com cada careta para seu reflexo no espelho, cada nova dieta maravilhosa que iria mudar a sua vida, e cada colher culpada de ‘Oh-eu-realmente-não-deveria’, eu aprendi que as mulheres devem ser magras para serem dignas. 

Assim como você, eu passei toda a minha vida me lamentando. Quando é que a gordura se torna um ‘sentimento’? E porque eu acreditava que eu era gorda, eu sabia que não era bom.

Mas agora que estou mais velha, e também sou mãe, eu sei que culpá-la pelo meu corpo é injusto. Agora eu entendo que você também é um produto de uma linhagem longa e rica de mulheres que foram ensinadas a odiar a si mesmas.

Veja o exemplo da vovó definido para você. Ela fez dieta todos os dias de sua vida até o dia em que morreu aos 79 anos de idade. Ela costumava passar maquiagem para caminhar até a caixa de correio por medo de que alguém pudesse vê-la sem pintura.

Lembro-me da resposta compassiva dela, quando você anunciou que meu pai lhe havia deixado por outra mulher. Seu primeiro comentário foi: ‘Eu não entendo porque ele deixaria. Você cuida de si mesma, você usa batom. Você está acima do peso – mas não muito ‘.

Antes de papai sair, eu ouvi ele dizer para você. ”Não é tão difícil. Se você quer perder peso, você só tem que comer menos.”

Naquela noite, no jantar, eu vi você replicar papai:  ”Não é tão difícil. Se você quer perder peso, você só tem que comer menos.” Me lembro como você se sentou na frente do seu prato e lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Eu não disse nada. Todos nós comemos o jantar em silêncio. Ninguém a consolou. Ninguém lhe disse para parar de ser ridícula e comer um prato adequado. Ninguém lhe disse que você era amada e era o suficiente. Suas conquistas e seu valor – como professora de crianças com necessidades especiais e uma mãe dedicada de três – empalideceu na insignificância quando comparado com os centímetros que você não poderia perder de sua cintura.

Partiu meu coração testemunhar o seu desespero e eu sinto muito que eu não fui em sua defesa. Eu já tinha aprendido que era sua culpa que você era gorda. Eu tinha ouvido papai descrever a perda de peso como um “processo simples” – ainda que você não conseguisse enfrentar. A lição: você não merecia qualquer alimento e você certamente não merecia qualquer simpatia.

Mas eu estava errada, mãe. Agora eu entendo o que é de crescer em uma sociedade que diz às mulheres que sua beleza é mais importante, e ao mesmo tempo define um padrão de beleza que está perpetuamente fora do nosso alcance. Eu também sei a dor que é internalizar essas mensagens. Nós nos tornamos nossos próprios carcereiros a infligir nossas próprias punições por não estar à altura. Ninguém é mais cruel para nós do que nós mesmas.

Mas essa loucura tem que parar, mãe. Nós merecemos o melhor – melhor do que ter nossos dias arruinado por pensamentos corporais ruins, desejando que fosse de outra forma.

E não é só sobre você e eu mais. É também sobre a Violet. Sua neta tem apenas três e eu não quero que esse ódio corporal crie raízes dentro dela e estrangule a sua felicidade, sua confiança e seu potencial. Eu não quero que Violet acredite que sua beleza é seu bem mais importante; que vai definir o seu valor em todo o mundo. Quando Violet olha para nós para aprender a ser uma mulher, temos de ser os melhores modelos que pudermos ser. Precisamos mostrar a ela com nossas palavras e nossas ações que as mulheres são boas o suficiente do jeito que eles são. E para ela acreditar em nós, precisamos acreditar que nós mesmas.

Quanto mais velhas ficamos, mais entes queridos perdemos em acidentes e com doenças. Sua passagem é sempre trágica e cedo demais. Às vezes penso sobre o que estes amigos – e as pessoas que os amam – não dariam por mais tempo em um corpo que era saudável. Um corpo que lhes permitiria viver um pouco mais. O tamanho das coxas deste corpo ou as linhas do seu rosto não importaria. Ele estaria vivo e, portanto, seria perfeito.

Seu corpo é perfeito também. Ele permite que você desarme uma sala com seu sorriso e contagie a todos com sua risada. Cada momento que passamos nos preocupando com os nossas ‘falhas’ em nosso físico é um momento desperdiçado, uma fatia preciosa da vida que nós nunca teremos de volta. 

Vamos honrar e respeitar os nossos corpos pelo que eles fazem em vez de desprezá-los por não se parecem como idealizamos. Concentre-se em viver uma vida saudável e ativa. Quando eu olhei para aquela sua foto no maiô branco todos esses anos, meus olhos jovens inocentes viram a verdade. Eu vi o amor incondicional, beleza e sabedoria. Eu vi minha mãe.

Com amor, Kasey”

10 APRENDIZADOS QUE VÊM COM A REJEIÇÃO, A PERDA E O FRACASSO

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Porque é impossível escrever uma trajetória de sucesso apenas com vitórias “O FRACASSO É ALGO QUE CONSEGUIMOS EVITAR APENAS SE NÃO DISSERMOS NADA, SE NÃO FIZERMOS NADA E SE NÃO FORMOS NADA.” 

Rejeição, perda e fracasso. Ninguém começa uma empreitada esperando terminá-la com alguma dessas palavras. Nenhum atleta ouve o tiro da largada esperando o último lugar. Nenhum empreendedor traça a falência como objetivo no final do mês. Mas é impossível escrever uma trajetória de sucesso apenas com vitórias. Você já deve ter ouvido o quanto experiências negativas foram importantes para as pessoas que admira. Qualquer história de superação envolve justamente isso: ver valor na derrota.

Nas palavras do escritor americano Denis Waitley: “O fracasso deveria ser nosso professor, não nosso coveiro. A falha é um atraso, não uma derrota. É um desvio, não uma rua sem saída. O fracasso é algo que conseguimos evitar apenas se não dissermos nada, se não fizermos nada e se não formos nada.”.
Em sua última coluna no site da revista Entrepreneur, o empreendedor Thai Nguyen lista 10 aprendizados que vêm depois de uma situação negativa. “O que diferencia pessoas bem sucedidas das outras é sua resposta às experiências que deram errado. Elas lambem suas feridas, mas continuam no campo de batalha. Elas encontram forças em suas cicatrizes”, afirma ele.

Veja abaixo as 10 aprendizados que vem com a rejeição, a perda e o fracasso.

1. Você verá suas paixões com mais clareza

É difícil tomar decisões. Normalmente quem é muito criativo está envolvido em diversas atividades ao mesmo tempo. Mas existe um limite do quanto é possível se esticar para cumprir vários objetivos e tarefas. “Em muitos casos, o fracasso vem de uma paixão que perdeu a força. Você vai perceber que não estava tão apaixonado por aquele projeto quanto pensou”, diz o empreendedor. Quando você tira do caminho aquilo pelo qual não sente tanta atração, ganha tempo para se dedicar ao que realmente te tira o fôlego.

2. Você descobrirá novas habilidades

Você provavelmente já ouviu histórias de alguém que, para salvar uma vida, conseguiu reunir forças para levantar um carro ou correr absurdamente rápido. Episódios como estes são chamados de “força histérica” e se caracterizam por um indivíduo conseguir fazer coisas que não sabia que era capaz em pró de uma causa. Ao enfrentar uma perda, o empreendedor precisa reunir forças e desenvolver habilidades para lidar com o fracasso. “Experiências negativas nos forçam a responder de maneiras que vão além do que achávamos possível. Um obstáculo pede para ser superado”, afirma Nguyen.

3. Você descobrirá quem são seus amigos de verdade

Caia no chão e veja quem aparece para te ajudar a levantar. Claro, hoje em dia, todos são muito ocupados. Mesmo assim, é sempre possível achar tempo para as coisas que realmente valorizamos. “Eu estou muito ocupado” pode ser traduzido para “não é tão importante.” Chegar ao fundo do poço é o momento de averiguar quais relações são verdadeiras e saudáveis para você. “Você vai querer continuar investindo naqueles que estão ajudando a curar suas feridas e se distanciar aqueles que não aparecem.”

4. Você encontrará seus “pontos cegos”

Às vezes, para aprender uma lição é preciso um grande choque. Basta um acidente para que um motorista nunca mais se esqueça de checar o ponto cego do retrovisor. Apesar de existirem hábitos e habilidades que só são adquiridas em momentos negativos, o fracasso também nos lembra daquilo que somos capazes de fazer, mas que não colocamos em prática no dia a dia – como prestar atenção ao ponto cego do retrovisor. 

5. Você jogará para longe todo orgulho e arrogância

Ninguém é imune ao orgulho ou à arrogância. O fracasso é uma maneira de desenvolver a humildade – o que, nas palavras de Nguyen, é a qualidade mais atraente e lucrativa que qualquer um pode ter. “A rejeição substituiu o orgulho por humildade e a humildade pode ser aquilo que vai te salvar de uma queda pior”, diz o empreendedor.

6. Você criará “casca”

Você já sentiu a textura da pele de um lutador? Depois anos de treinamento, chutando e batendo em sacos de pancada, sua pele se torna mais grossa e resistente. “Qualquer um que levanta para perseguir seu sonho deve se preparar para rejeição, críticas e até pessoas mal intencionadas”, afirma Nguyen. Depois de receber vários socos, você perceberá que não pode agradar a todos e, assim, se tornará mais forte e confiante. 

7. Você deixará de perguntar “e se?”

São duas palavras capazes de tirar o sono de qualquer um. “E se?”. O bom de perseguir uma dúvida é que você acaba percebendo – a duras penas às vezes – que embarcou na jornada errada. E é o fracasso que faz você perceber isso. A curiosidade pode virar um tormento e distrair o empreendedor do que ele realmente deveria estar fazendo. Muitas vezes, aceitar essa dúvida e tentar fazer aquilo que você acha que deve fazer é a única maneira de tirar a prova de qual é o caminho certo e qual o errado. Se a tentativa deu errado, é hora de superar e partir para a próxima.
 
8. Você finalmente pedirá ajuda

Qualquer um com uma paixão e uma ambição acaba sendo afetado pela síndrome de super-herói, ou seja, quando se acha que dá para fazer tudo sozinho. “Quando a palavra ‘ajuda’ desaparece do seu vocabulário, o mais provável é que seus planos não funcionem. Você perceberá que a habilidade de delegar é crítica para o progresso”, diz o empreendedor.
A dor nos ensina a deixar de ver ajuda como uma forma de fraqueza para vê-la como uma capacidade de formar uma equipe.

9. Você voltará a planejar

Fracassar obriga o empreendedor a planejar tudo de novo. O processo de reavaliar e refinar produtos ou ideias de negócio traz resultados melhores. Nguyen cita o exemplo de Diana Nyad, de 64 anos, que se tornou a primeira pessoa a nadar a travessia de Cuba à Flórida, sem uma jaula de proteção de tubarões. “Era a quinta vez que ela tentava. Ela tentou uma vez em 1978 e três outras vezes de 2011 a 2012, até ter sucesso [em 2013].”
Em sua quarta tentativa, Diana foi impedida de completar o trajeto por causa de águas vivas que deixaram seu rosto inchado. Na quinta vez que tentou, ela usou uma máscara e luvas para impedir os ataques e foi assim que conseguiu. 

10. Você valorizará seu sucesso

Valor e significado aparecem com mais destaque depois de dificuldades. As maiores celebrações vem depois de batalhas difíceis. “Você perceberá que perseguir um sonho não é um caminho só de borboletas e arco-íris. Quando a jornada inclui voltar ao chão, limpar a poeira e tentar de novo, você expressará uma gratidão maior na linha de chegada.”

COMO RECONHECER UMA MULHER MARCANTE…

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Crônicas

A verdade é que se pode reconhecer uma mulher marcante há quilômetros de distância. Sem precisar sentir o perfume forte ou ver o batom vermelho. A mulher marcante dispensa acessórios, é completa em si mesma. Não precisa anunciar-se, por que tem o dom de não passar despercebida. A mulher marcante nunca pretende incomodar, não gosta de provocar a inveja alheia. Um olhar de despeito não torna o seu dia mais alegre, pelo contrário, lhe é indiferente.

A mulher marcante sabe bem do seu poder, por isso consegue admirar tranquilamente a beleza alheia, elogiar a grandeza de outrem sem sentir-se diminuída. Vez ou outra ela sai bem vestida e bem maquiada, mas por trás daquilo tudo ainda exala um aroma de naturalidade que encanta. Cultua a beleza porque gosta, mas definitivamente não precisa. A sensualidade está presente, mas não se pode dizer de onde ela vem.

A mulher marcante é, sobretudo, sutil. Ela não grita aos quatro ventos a própria virtude, ela não precisa humilhar outras mulheres ou provocar os ex-namorados. Ela realmente faz toda a diferença. Ela sabe ser dispensada com um ar sensato que faz qualquer galã sentir-se um babaca. Ninguém jamais a abandona sem que se arrependa amargamente pelo resto da vida, e ela guarda um encanto que não deixa espaço pra críticas maldosas.

Ela é do tipo que não quebra promessas e não omite os próprios defeitos. Ela se aceita e nunca se desculpa por ser quem ela é. Ela compreende a efemeridade das coisas e das pessoas, mas se recusa terminantemente a ser efêmera. E não poderia ser, mesmo que quisesse, porque ela sempre vem pra ficar. Mesmo depois que vai embora, de alguma forma ela fica, porque é do tipo de mulher que não precisa se fazer presente para ser lembrada.

A mulher verdadeiramente marcante nunca se diz melhor que as outras, embora em muitos aspectos ela seja. Ela guarda os seios bem guardados numa blusinha discreta, em vez de espremê-los num sutiã menor que o seu manequim.

A mulher marcante não se importa de ter gostos peculiares. Ela não segue tendências, mas também não persegue a originalidade a todo custo. Ela não tem vergonha (e nem orgulho) de dizer que gosta do que ninguém gosta, ou que gosta do que todo mundo gosta.

A opinião alheia nunca é um problema para ela, porque, verdadeiramente, ela se basta. Sem petulância e sem egoísmo, ela se basta. E por isso mesmo ela não sente necessidade de falar de si mesma, quase nunca.

Esse tipo de mulher sofre constantemente com a inveja alheia, embora, na maioria das vezes, sequer se dê conta. Ela se ocupa em tornar-se alguém melhor e superar os próprios limites, ela gosta tanto de distribuir bons sentimentos que os sentimentos ruins passam despercebidos diante de seus olhos.

E isso a torna, de certo modo, inatingível. Embora não queira e não precise incomodar, ela incomoda. E muito. Desperta, na verdade, uma enorme curiosidade em torno do que a faz tão atraente. Pouca gente entende. Não se sabe qual é o traço que chama tanta atenção, ninguém consegue identificar a virtude que a torna tão marcante. Mulheres marcantes são, sobretudo, raras.

É curioso: Quanto mais ela se esconde, mais evidente fica. Quanto mais neutra busca ser, mais marcante se torna. Leveza é o seu sobrenome, mas a sua presença pesa como nenhuma outra.

Por Nathali Macedo – Via: Entenda os Homens